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A gratidão e sua influência

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A gratidão e sua influência

Neste artigo vamos falar sobre como a gratidão influencia a nossa saúde física e emocional. O uso da linguagem muitas vezes nos leva ao erro ambiguidade, já que às vezes as palavras nos limitam a expressar determinados sentimentos. Na nossa cultura, a palavra “obrigado” pode ser usado quando alguém nos sobre o saleiro durante a refeição, quando alguém nos escuta e nos oferece seu apoio quando mais precisamos. Nestas situações, todos estaríamos de acordo em que, apesar de parecer igual e se escreva da mesma forma, não podemos atribuir-lhe o mesmo significado da palavra “obrigado”.
Talvez seja por esse motivo que certas culturas empregam diferentes palavras para mostrar o seu agradecimento em função de seu significado. O sentimento de gratidão é comum a toda a humanidade, mas, como publicou a revista MUITO INTERESSANTE, há pouco, nem todas as culturas o expressam da mesma forma.
Os chineses não usam a palavra “obrigado” tão generosamente como os ocidentais, já que consideram que há um ponto de hipocrisia nisso. Da reservados para as ações de filantropia que vão além da mera cortesia cotidiana. Além disso, utilizam-se os presentes para agradecer, e, se você receber um, deve corresponder com o outro, a menos que se queira cair em um notável ato de mau comportamento.

Por outro lado, os japoneses utilizam a palavra “arigatô”, para agradecer alguma coisa com sinceridade, mas usam o outro como “sumimasen” quando se trata de um agradecimento formal por um gesto cotidiano. Esta última palavra pode ser usada como forma de agradecimento, como pedido de desculpas, de acordo com o contexto.
Por sua parte, na Índia, não se dão as graças a um amigo da família, já que entre os entes queridos, o agradecimento é claro; a palavra se reserva para as pessoas com quem não se tem confiança.
É possível que seja por isso que os ocidentais não conseguimos entender a grande implicação que tem o sentimento de gratidão a respeito de nós mesmos, dos outros e a nossa saúde. Devido à educação que recebemos, utilizamos constantemente a palavra “obrigado”, seja como formalismo, como sinal de respeito.
Em posts anteriores, Jessica Monteiro Mendiola já nos falou sobre a importância da gratidão. Esta se tornou moda nos últimos anos como um dos principais motores que impulsiona o pensamento positivo. Está muito presente em livros e cursos de auto-ajuda e coaching emocional. Nos dizem que se sentir grato é bom para a nossa saúde mental e até mesmo para a nossa saúde física, mas… até que ponto?

O estudo de Correlações neurais da gratidão, realizado em 2015, o Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia e dirigido por Glenn Fox, mostrou que o sentimento de gratidão produz resultados positivos muito importantes, como: satisfação, vitalidade, felicidade, auto-estima, otimismo , esperança, empatia e desejo de oferecer apoio emocional a outras pessoas. Além disso, durante o estudo, observou-se que a atividade cerebral dos sujeitos no que se fez este sentimento, e de acordo com os autores, as áreas que, sendo o restante ―sobretudo as situadas nas regiões ventral e subgenual do córtex pré-frontal médio― são as que são normalmente associados com a recompensa social e os laços interpessoais. O que se pode concluir que havia uma relação entre a gratidão e o bem-estar psicológico que provocam as emoções positivas.
Outros estudos têm relacionado as expressões de gratidão com as variações no gene CD38, o que afeta a secreção de oxitocina, o hormônio que parece estar envolvido no reconhecimento e estabelecimento de relações sociais e pode estar envolvida na formação de relações de confiança e generosidade entre as pessoas. Pôde ser verificado em um estudo de DNA que dois poliformismos que afetam a expressão desse gene, e que, se por separado estavam associados com o sentimento de satisfação, as emoções positivas e o compromisso social; a sua influência combinada relaciona-se com uma vasta gama de comportamentos e atitudes relacionadas com a gratidão.

A psicóloga Glória Barnabé Valero, da Universidade Católica de Valência, após a realização de diferentes estudos sobre o sentimento de gratidão, que nos diz que muitas pessoas resilientes contam que uma das emoções que mais reduz os efeitos negativos da adversidade é a gratidão. Isso nos dá uma pista importante de como esse sentimento pode ser um recurso fundamental na hora de superar aqueles momentos em que a vida nos coloca à prova.
Em outros estudos esta pesquisadora, fala-se que em alguns estudos foi possível verificar que A gratidão predisse significativamente menor risco de depressão maior, transtorno de ansiedade generalizada, fobia, dependência da nicotina, dependência e abuso de álcool, drogas e bulimia nervosa.
Um dos mecanismos propostos que vinculam a gratidão e o bem-estar psicológico é a redução das emoções tóxicas resultantes da autocomparación e a comparação social (Emmons e Mishra, 2011). Propõe-Se que os indivíduos gratos são menos propensos a se envolver em comparações sociais ascendentes, que podem resultar em inveja e o ressentimento, em autocomparaciones com resultados alternativos em sua própria vida, que podem resultar em lamentações. Esse tipo de comparações poderiam causar nas pessoas que sentissem que lhes falta algo que os outros têm, que eles querem para si mesmos. Como a gratidão centra-se na benevolência para com os outros, é incompatível com a aposta e o ressentimento, por isso que as pessoas gratas apreciam as qualidades positivas dos outros e são capazes de sentir felicidade pela boa fortuna que acontece com os outros.

 

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